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22/07/2017

Festival Internacional de Cultura: Em Setembro, os caminhos da cultura levam-no, novamente, à vila de Cascais



Vem aí a 3ª edição do FIC - Festival Internacional de Cultura, uma parceria entre a Câmara Municipal de Cascais e a LeYaOnline. Paul Auster, Chimamanda Ngozi Adichie, Jonathan Franzen e Arundhati Roy são apenas alguns dos nomes já confirmados.

Arundhati Roy, autora do livro “O Deus das Pequenas Coisas”, é, sem dúvida, uma das maiores surpresas da edição deste ano do FIC 2017. 
Na apresentação deste evento, que já se tornou uma referência no calendário literário nacional, Camões dá o mote para a edição do presente ano.

A programação está já fechada e será, muito brevemente, anunciada pela LeYa. Não posso deixar de salientar que estarão presentes mais de 70 personalidades de várias áreas da cultura e das artes. Vários colóquios e palestras irão decorrer e a oferta cultural é diversificada: Para além dos escritores, estão projectados 12 concertos, 11 exposições, ciclos de cinema, artes de rua, gastronomia e aquele que será "o primeiro evento que reúne artesãos, arquitetos e designers nacionais e internacionais".
Outra das novidades relevantes é que esta será a mais longa edição realizada até à data, expandindo a sua dimensão temporal para 30 dias., como foi revelado pela LeYa:
"O FIC passa a ter 30 dias, um mês inteiro dedicado à cultura. Da literatura à música, passando pelo teatro, cinema, exposições, animação infantil, noites de poesia, artes de rua e eventos de gastronomia, bem como uma inovadora Festa do Livro", (transcrição de um excerto do comunicado enviado à Agência Lusa).
Esta maior aposta, advém, da experiência adquirida e comprovada em anteriores edições.

Henry Marsh, Maylis de Kerangal, Sophie Hannah, Selva Almada também estarão presentes na vila para abrilhantar mais este evento literário, o único, onde a maior parte das actividades é completamente gratuita.
No que diz respeito aos debates e encontros com escritores, a escolha dos convidados é da responsabilidade da escritora portuguesa Inês Pedrosa (página oficial), que mais uma vez assume o papel de curadora desta iniciativa. Ao todo, 40 convidados nacionais e internacionais, estão confirmados para dinamizar as áreas da literatura e do pensamento.
Neste segmento que já é um dos destaques do FIC, as primeiras sessões estão marcadas para os dias 02 e 03 de setembro, respetivamente com a escritora indiana Arundhati Roy, que estará à conversa com a jornalista Ana Daniela Soares, e com a romancista francesa Maylis de Kerangal, num diálogo com os escritores portugueses Pedro Vieira e Inês Pedrosa.
Relativamente aos concertos oferecidos na edição anterior, o seu número duplicou para a dúzia. Junto à muralha da Cidadela de Cascais, a sétima arte vai ocupar, também, um lugar de destaque. A selecção de filmes está assente não apenas em alguns dos recentes sucessos da indústria cinematográfica, bem como, no cinema de autor.
A exemplo do que sucedeu na edição transata, o teatro regressará à programação em parceria com o Teatro Experimental de Cascais. Este irá proporcionar ao público, duas noites ao ilustre poeta que cantou, como nenhum outro, os feitos heróicos da alma lusitana. 
Além disso, o TEC, que este ano completa 52 anos de existência a 13 de Novembro, alcançando, desta forma, o estatuto de companhia de teatro profissional, ainda em actividade, mais antiga da Europa, terá a seu cargo, a 2ª Mostra de Teatro Jovem.

As diferentes iniciativas acontecerão na Casa das Histórias Paula Rego, nomeadamente, o ciclo de encontros e debates com escritores, no Centro Cultural de Cascais - Casas do Gandarinha e no Museu Condes de Castro Guimarães, na vila de Cascais, e no Casino Estoril, Habitual parceiro do festival.
Informo ainda que se estreiam-se, no FIC, a Casa de Santa Maria, junto à marina, o Jardim da Parada, frente ao Parque Marechal Carmona, a Casa Sommer-Arquivo Municipal e o Museu do Mar Rei D. Carlos, em Cascais.
Para mais informações, esteja atento ao site oficial do FIC:http://fic.leya.com

27/04/2017

Amos Oz entre os finalistas do Man Booker International 2017



A 14 de Junho será anunciado o vencedor do prestigiado prémio Man Booker International, onde o objetivo é distinguir as melhores obras de ficção traduzidas para a língua inglesa.
Na lista de finalistas ao lado de Amoz Oz (Israel), constam os nomes de Mathias Énard (França), David Grossman (Israel), Roy Jacobsen (Noruega), Dorthe Nors (Dinamarca) e Samanta Schweblin (Argentina).
O anúncio foi feito a 20 de Abril na página oficial do Man Booker International Prize, e a lista inclui o francês Mathias Énard, com o romance Compass (Bússola, na edição portuguesa da Dom Quixote), o israelita Amos Oz, com Judas, o mais recente romance do escritor, também publicado em Portugal pela Dom Quixote, e David Grossman, também de Israel, com A Horse Walks into a Bar, este último ainda sem qualquer edição disponível em português.
O norueguês Roy Jacobsen, com o romance The Unseen; Dorthe Nors, da Dinamarca, com Mirror, Shoulder, Signal; e a argentina Samanta Schweblin, com Fever Dream, são os restantes candidatos ao prémio Man Booker International,
Autores como John Updike e Philip Roth, Muriel Spark, Gunther Grass e Gabriel García Márquez foram superados pelo autor albanês Ismail Kadaré, que foi distinguido na primeira edição do Man Booker Prize em 2005. 
No entanto, “The Traitor’s Niche” ficou de fora da extensa lista de candidatos revelada no mês de Março do presente ano.
Amos Oz, actualmente com 77 anos, é também professor de literatura na Universidade Ben Gurion no deserto do Negev. “Judas” é a sua mais recente obra à venda em Portugal, tendo sido editada pela Dom Quixote em Fevereiro de 2016.
Nascido a 4 de Maio de 1939 em Jerusalém, Oz é um acérrimo defensor da paz entre os israelitas e os palestinianos. Uma das suas principais ações foi a fundação do movimento Paz Agora.
É sem qualquer margem para dúvidas, o mais influente escritor do seu país, visto que poucos escrevem com tanta clareza acerca das adversidades enfrentadas por Israel, tanto no presente como no passado.
Neste prémio, os autores não são os únicos a serem distinguidos, os tradutores também merecem destaque. Para além das 50,000 libras (mais de 57,000 euros) que o vencedor divide com o tradutor da obra, cada um dos finalistas - autor e tradutor - recebe recebe mil libras (1.143 euros).
A lista final de candidatos ao Man Booker International Prize foi seleccionada por um júri presidido pelo director do Festival Internacional do Livro de Edimburgo, Nick Barley, secundado pelo escritor e tradutor Daniel Hahn, a romancista e professora de origem turca Elif Shafak, a escritora de origem nigeriana Chika Unigwe e a poetisa Helen Mort, nomeada para o prémio T.S. Eliot, para o Costa e cinco vezes vencedora do prémio Foyle Young Poets.
Na edição anterior, foi a sul coreana Han Kang que venceu com “A Vegetariana”, obra editada em Portugal pela Dom Quixote em Setembro de 2016.